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Idéias e estórias que acabam sempre em gente 

Aqui teremos textos sem datas para publicar, sem prazo para acabar e nem acabados precisam estar, só estão para ajudar a todos a entender que o mundo tem que ser antes de mais nada divertido. 

Quero ser uma pessoa boa.

Você já é?

Se não, o que ainda falta?

30.12.2016 | Matosalém de Freitas Jr

Não falarei sobre os comportamentos das pessoas, sobre a diferença entre o que elas mostram e o que de fato são.

Não quero abordar os comportamentos ditados pelas regras sociais e como lidamos com isso, nem falar de máscaras, de aparências, de fantasias ou de prisões mentais fora da realidade, deixo tudo isso para a psicologia que terá séculos de trabalho.

Vou falar sobre ser bom, ser uma pessoa que espalha bondade por onde passa. Que tem sempre a intenção de fazer o bem. Ser justo.

O que é ser bom e justo? É a primeira resposta que nos vem à mente, sem racionalizar, sem considerar valores ou condicionantes. É o que "pensa" o coração. 

Andando pelas ruas vemos facilmente pichações em muros, paredes, casas e prédios. Isso não é uma manifestação artística. É feio e desarmonioso. Deixa qualquer paisagem depressiva.

Uma vez comentando sobre a tristeza de ver esse cenário urbano pichado, ouvi de volta de alguém mais sábio:

 

“ – Mais feio e triste que essa paisagem são os pichadores, pois eles só podem pôr para fora o que carregam dentro”.   

Isso me fez e me faz refletir constantemente.  Só doou o que tenho, sempre. Só posso ser bom se eu for bom, senão só produzirei pichações.   

Como então posso ter em mim coisas boas? Como me preencher delas? Há espaço?

Pegando ajuda num diálogo de Platão, “O Banquete”, que trata do amor, diz ele:

   “O amor é algo desejado, mas este objeto do amor só pode ser

     desejado quando lhe falta e não quando possui, pois ninguém

     deseja aquilo de que não precisa mais.”

 

Por essa linha de pensar, o amor é a chave para buscarmos o complemento daquilo que nos falta. Amar as coisas, as ideias, as pessoas, a natureza, enfim usar o amor como imã para atrair o que desejamos e assim iremos nos completando.

Com o amor seremos melhores, não apenas por ele estar presente, mas inclusive pelo o que ele nos trará.   

Segundo Platão, o que se ama é somente "aquilo" que não se tem. E se alguém ama a si mesmo, ama o que não é (ainda).

Se nos amamos, que é algo dito com fundamental, então amamos aquilo que pensamos que um dia seremos.

Pensem nisso, pensem em ser bom e no amor, que sem muito analisar já da para ver que são coisas da mesma origem.

O que pode estar fora de um ciclo?

 

10.12.2016 | Matosalém de Freitas Jr

Era 1978 e ouvi a palavra “feed-back” num contexto de automação de equipamentos industriais, ou melhor, no controle automático de máquinas.

Meu curso de Técnico em Mecânica se encaminhava para a conclusão e as disciplinas mais avançadas começavam a entrar na grade.

Eram sensores eletrônicos e mecânicos, micros-cilindros de condução de óleos sob pressão, controladores pneumáticos que abriam e fechavam válvulas para movimentar rudimentares braços robóticos e muitos outros itens. Era a iniciação dos robôs que hoje fazem a imensa maioria dos trabalhos repetitivos e de maior risco de operação nas indústrias.

Voltando ao tema, o que mais me intrigou e até mesmo me encantou pela novidade, foi o tal do “feed-back”, isto é, não era mais somente dar um comando para fazer, era agora receber de volta uma sinalização sobre o comando dado. Banal? Hoje é, mas há 40 anos atrás...

O “feed-back” trouxe um cenário completamente novo, ele trouxe o ciclo. O ir e voltar indefinidamente, que traz o ajuste, o afinar, o encontrar “a melhor” sintonia entre o que está se fazendo e que se fará no instante seguinte.

Na verdade o “feed-back” é como nos movimentamos na vida, para tudo o que fazemos. Estamos sempre em alerta para os sinais que recebemos de volta pelas ações que fazemos, e assim vamos ajustando nossa conduta.

Foi “feed-back” que nos fez evoluir nesse planeta, criando condições de viver em grupos, de gerar alimento para muitos, de ter proteção, de criar engenhosidades etc etc.

Comandando e verificando o resultado, para dar um novo comando ajustado e de novo checar se foi assertivo e assim repetidamente.

Se esse elemento impregnado na nossa condição de viventes é tão obviamente presente, por que deixamos ele de lado em muitas atividades? Por que ligamos o modo de apenas dar comando atrás de comando, sempre em frente, sem verificar o que está acontecendo?

Ensino há anos metodologias para desenvolvimento de tarefas e de projetos, onde nenhuma parte do método pode ser tratada como um comando dado e portanto já realizado, nunca! Não é assim que tudo funciona. Precisa haver o “feed-back”. Precisa se revisitar o passo executado e verificar se o resultado das suas ações não modificou o todo.

Toda metodologia  é cíclica. Não há passo 1 depois passo 2, como se o que passou acabou, essa é a questão, não acaba, ele volta.

É estranho como as pessoas relutam por fazer essa análise de retorno (de ir e vir), não é simples, pois sempre se quer apenas seguir uma direção (é mais fácil), pois o retorno pode abrir novas opções, e isso é complexo.

Queremos colocar nas nossas atividades um plano de duas dimensões, quando vivemos num mundo tri-dimensional, muito mais rico e cheio de caminhos. O “feed-back” abre a terceira dimensão das coisas.

Gerir e liderar requer ser tri-dimensional. Mapas, relatórios e cronogramas tem duas dimensões apenas, por isso são auxiliares e não podem ser entendidos como principais.

Teremos mais êxito nas nossas tarefas, nos nossos projetos e nas nossas relações, se atuarmos como a natureza nos formou, com muitos sensores de comando e de recepção de “feed-back”, destrave-os e use-os, você e quem estiver ao seu lado só ganhará.

Um pouco de filosofia tecnológica

Encontro (ou reencontro?) do que há muito foi separado

17.12.2016 | Matosalém de Freitas Jr

A humanidade foi criada como um único agrupamento de vidas, um vagalhão de almas unidas se deslocando rumo sua praia. As mais antigas tradições, as filosofias e religiões trazem essa idéia como eixo central de seus postulados.

 

Partimos juntos, todos nós, por várias direções em busca dos nossos destinos finais. Estamos caminhando, desde o princípio das coisas, de forma a nos separarmos individualmente do todo. No início conjugávamos as idéias no coletivo, hoje estamos cada vez indo mais na direção do individual.

 

O movimento de deixar o grupo e encontrar o único pode ser identificado facilmente ao longo da história da humanidade. Lutas, guerras, independências e segregações de povos; distinção de raças e religiões; movimentos separatistas políticos, econômicos e culturais; enfim dividimo-nos cada vez mais em células menores, até que dentro delas encontramos um novo ponto de discórdia para então nos separamos um pouco mais. Assim fazemos a trajetória humana, em busca da individualidade e do fortalecimento do sentimento de ser único. Verbos e ações na primeira pessoa, isto é, sou cada vez mais eu.

 

Basta ver a história da sociedade humana desde a antiguidade, se quisermos nos ater aos fatos mais atuais então, perceberemos claramente esse caminho para a individualidade.

 

Esta tendência social e antropológica deixa explícita quais são as necessidades do ser humano: ser reconhecido como um ser único e diferente dos demais. Esse anseio por individualidade precisa ser atendido com produtos e serviços. Envolver e ofertar para o consumidor a possibilidade dele ser “customizado” com as suas características, dele poder escolher, dele poder montar o que ele quer consumir, dele determinar a forma de entrega, de pagamento, de utilização e tudo mais que permita o fortalecimento da individualidade, é um caminho claro de sucesso no atendimento.

 

As pessoas, portanto, estão mais independentes e mais individualistas. Ao mesmo tempo temos um elemento paradoxal neste cenário, que é a necessidade de também estarmos juntos, pois precisamos uns dos outros para nos realizar, isto é, precisamos equilibrar individualidade e comunidade. 

 

A Internet brinda-nos justamente com individualidade e comunidade. A web traduz com muita precisão o que esta tendência milenar nos apresenta, pois ela é o que mais queremos: ela é o encontro com tudo e com todos do jeito que eu quero.

 

Internet é o encontro.

 

O encontro das coisas com o poder de decidir quando eu quero o encontro e quando eu quero o isolamento.  

 

Comprar, vender, comunicar, entreter, namorar, baixar, pagar, ler, ouvir, teclar, blogar, e-commerces, redes socias, zap-zap, mensagens, B2B, B2C, B2Anything, Portais etc etc etc. Tudo isso são aspectos secundários que ocorrem na Internet, porque houve primeiramente um encontro. As pessoas nas suas individualidades buscam encontros.

 

Encontrar a informação, o produto, o serviço, o preço, a notícia, o filme, a música, a pessoa, a resposta, a turma, a comunidade, a empresa, o negócio e toda a infinidade de coisas que a web tem, é isto que interessa!

 

A Internet não é uma ferramenta de busca, é de encontro.

 

Precisamos criar soluções inteligentes que façam os encontros acontecerem. É ai que ganhamos. É ai que temos que colocar nossa marca, nosso produto, nosso serviço, nosso negócio.

 

Depois de um encontro realizado temos ainda o melhor, que é partir para um novo encontro, porque esse já foi e assim estimular a roda a girar infinitamente.

 

Não ficamos presos aos encontros que acabamos de ter (com qualquer coisa), podemos exercer nossa liberdade (individualidade) e irmos para outros encontros.

 

Ao mesmo tempo que saciamos nossos desejos individuais, saciamos também nossa necessidade de encontro com pessoas afins, que partilham dos mesmos interesses. Trocamos experiências com a comunidade, divulgamos idéias, indicamos o que trazemos de bom dos últimos encontros.  Encontramos e partimos para outro encontro, levando as impressões que tivemos e que vamos deixando ao longo dos novos encontros. Viralizou.

 

Desenvolver um website ou Portal é a maneira criativa de oferecer conhecimento atrativo através de componentes como redes sociais, blogs, podcasting, RSS, tags, áudio, vídeo, mobilidade etc. Arquitetar esta ferramenta, encaixando os componentes corretos nos lugares corretos segundo o posicionamento de mercado de cada empresa, é uma atividade que requer planejamento, metodologia e conhecimento da essência web. 

 

Caso haja dúvidas em que a Internet poderia contribuir para o seu negócio, pense além do público-alvo direto e óbvio, pense no que as pessoas poderiam encontrar no seu website além dos produtos e serviços, como e quais são as experiências de todos seus colaboradores, parceiros e funcionários ou, quais são as idéias e iniciativas criadoras deste mesmo grupo que podem ser compartilhadas, enfim qual é o conhecimento que estaria exposto para atrair encontros?

 

As empresas que interpretarem melhor e mais rapidamente este fenômeno, certamente estarão alinhadas com a maior de todas as tendências, o respeito a individualidade e a busca de encontros. A força que esta sendo potencializada nesta rede de relações é imensa. Sua marca pode ser a que faça isso ocorrer.  

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