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Colesterol alto e Cronograma atrasado, o que isso tem em comum?

  • Matosalem de Freitas Jr
  • 22 de dez. de 2016
  • 3 min de leitura

No início dos anos 90, o médico Márcio Bontempo resolveu inverter a forma de fazer suas recomendações, como especializado saúde pública e na medicina natural, orientava intensamente dietas saudáveis como o cuidado com alimentos industrializados, evitar gorduras, não exceder no uso do açúcar e controle sobre o apetite glutão que temos.

Cansado de ver que suas orientações médicas eram pouco adotadas, fez a inversão dos seus prognósticos, resolver dizer o que as pessoas precisam comer para não terem saúde.

Essa maneira invertida de alerta se deu com o lançamento do livro “Receitas para Ficar Doente”. Uma vez que percebeu pouca efetividade das suas descrições para uma alimentação mais saudável e equilibrada, partiu então para a oposição, escreveu num livro de tudo que você pode e deve comer para ficar doente, pois falar de como ficar saudável não surtia efeito. Irônico em demasia, mas coerente com sua missão.

No ambiente de projetos e inovação de TI vejo muito situações similares com a do Dr. Márcio Bontempo.

Há inúmeros documentos, artigos e livros que receitam como devemos seguir o regramento de conduzir projetos. Metodologias variadas, métodos inovadores, misturas de conceitos cada vez mais diversos, além de cursos, exames, certificações e tudo mais que nos avalizam como conhecedores do receituário para fazer os projetos terem êxito.

E por que não dão?

Seguindo a ideia do livro, seguem alguns ingredientes para fazer um projeto fracassar, são as “Receitas para Detonar seu Projeto”.

  • Já recebeu um projeto onde o escopo, o custo, os entregáveis e a data de encerramento já estavam determinados sem sua participação e você só teve que cumprir?

  • Já aceitou mudanças de escopo ao longo do projeto que não permitiam questionar alterações de custo, prazo e qualidade?

  • Já calculou que os recursos humanos trabalhariam 8 horas por dia, todos os dias da semana no projeto? Também incluiu esses mesmos recursos humanos em outros projetos ocorrendo ao mesmo tempo, mantendo sua carga horário de trabalho?

  • Já participou e aceitou reuniões para levantamento de informações previstas para durar 1 hora, acabarem em menos de 20 minutos porque os usuários tinham outros compromissos? E mesmo assim essa etapa é dada como completa?

  • Já aceitou dos fornecedores respostas que eles fariam e entregariam componentes do projeto sem questionar como eles fariam isso ou mesmo se eles já fizeram isso antes?

  • Já percebeu que seus principais clientes do projeto não lembravam mais da finalidade do projeto e mesmo assim você foi adiante e não esclareceu o que estava havendo?

  • Já recebeu mais projetos para gerir do que sua capacidade de controle e aceitou como oportunidade e desafio?

  • Já recebeu como resposta “você é parte das soluções não dos problemas”, quando você questiona que algo está fora do planejamento do projeto?

  • Já percebeu que o Mapa de Riscos só foi criado no planejamento do projeto e durante as reuniões com os “stakeholders” ninguém que tocar nesse tópico?

  • Já percebeu que a entrega do projeto se fará no dia anterior do seu “go live” e que o melhor treinamento é “hand on”?

Se você passou por algumas dessas situações descritas acima, conheces bem o que deve-se fazer para ser um constante devedor de realizações.

Nem sempre temos a autonomia para mudar o ambiente que trabalhamos, mas a aceitação dele como um fato e por isso não há nada a fazer, cabe uma bela diferença.

Precisamos ser firmes em querer melhorar as condições que temos para gerenciar projetos, temos que usar as lições aprendidas e melhorar sempre, mesmo que sejam em passos pequenos. O próximo projeto tem que ser melhor que o anterior.

Temos que ter projetos mais saudáveis como também temos que ter nossa saúde melhor. Ambas as ações são difíceis, mas dependem de nós, da nossa vontade de mudar.

A mudança não será somente externa ou do ambiente onde você está, ela tem que começar dentro de cada um de nós.

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